A responsabilidade de formar seres cada vez mais humanos através da EDUCAÇÃO é das instituições Família e Escola. Isto significa que cabe a ambas o grande propósito de alavancar o desenvolvimento pleno de cada criança que está sob a sua responsabilidade.

A escola tem o papel inalienável de determinar a aprendizagem dos estudantes, tanto quanto a família tem a necessidade de valorizar o conhecimento e o saber construído na escola para que seus filhos aprendam a importância desses saberes. Sem isso, o sucesso das novas gerações relativo à aprendizagem ficará sempre comprometido, isto é, ficará muito aquém do que poderia ficar se as duas instâncias compreendessem o poder dessa parceira.

Não se está refletindo aqui sobre uma instituição assumir o papel da outra. Pelo contrário, o que se necessita na sociedade atual é exatamente a ideia já colocada no título desse texto: que cada um abrace a responsabilidade que lhe é de dever e de direito. Tudo pelo bem de quem se quer ver bem formado e bem instruído: a criança.

No caso da aquisição da escrita não é diferente.

A família pode auxiliar muito o avanço da leiturização de suas crianças com atitudes simples e concretas, que farão com que elas se sintam interessadas e se esforcem cada vez mais para se apropriar dessa forma de interação humana que é a leitura e a escrita.

Como se acredita que a palavra convence, mas o exemplo arrasta, elencam-se, a seguir, algumas possibilidades para o sucesso de novas gerações de leitores.

  1. Quando for possível, leia, na presença da criança, encartes, fôlderes, jornais e revistas demonstrando prazer e entusiasmo, e procure comentar algo que seja do interesse delas.
  2. Quando houver oportunidade, leia com a criança título de filmes e de livros, nomes de programas televisivos ou de jogos e brinquedos já conhecidos dela. Nesse momento, auxilie-a, chamando a atenção para a direção da escrita, a pronúncia das palavras e os espaços existentes entre as mesmas. Pode até solicitar que ela tente fazer a leitura sozinha, ainda que ela ainda não domine totalmente o que está lendo. Essa prática tem o nome de LEITURA INCIDENTAL ou PSEUDO-LEITURA e pode dar prazer e segurança para os alfabetizandos.
  3. Na medida em que seu tempo permitir, separe um momento para ler para sua criança. A voz, o afeto e a proximidade física oportunizam grandes possibilidades de aprendizagem.
  4. Quando na rua, desafie sempre a criança a ler o que está escrito por onde passam: nomes de ruas e praças, nomes dos estabelecimentos comerciais, cartazes e placas de propaganda, anúncios e letreiros em geral.
  5. Quando surgir oportunidade, auxilie a criança a estabelecer relações entre o que ele já sabe e as palavras novas que vão surgindo no dia a dia.
  6. Em algumas situações, é possível encontrar uma palavra dentro da outra e isso pode se tornar um jogo bem interessante para a família toda. Por exemplo, descobrir que no nome da cidade RIO DE JANEIRO há a palavra RI e JANE. Da mesma forma, em AMARELA existem muitas palavras como ELA, AMA, AMAR.
  7. Quando for possível escrever algo para a criança, faça-o lendo em voz alta, para que ela compreenda três conceitos imprescindíveis para a alfabetização: que a escrita representa a fala, que há palavras de diferentes tamanhos e que, entre as palavras, existem espaços.
  8. O contrário também é muito interessante: incentive a criança escrever para alguém, da forma que ela souber. Depois que ela escrever, com calma, como souber, peça para que ela leia e você pode escrever corretamente, para ela compare a sua escrita com a dela. Não há necessidade de corrigir. Basta que ela perceba que ainda faltaram alguns códigos para ela representar seus pensamento e palavras.
  9. É produtivo que haja sempre muito material interessante à disposição da criança: canetas coloridas, lápis de diferentes materiais e papéis de todos os tamanhos. Mostre às crianças como é bom escrever recados, cartazes e bilhetes para os membros da família e deixar colados nos mais variados lugares da casa: no box do banheiro, na geladeira, no espelho, na porta do quarto ou sobre a mesa e o travesseiro.
  10. Finalizando, a melhor forma lúdica de ler e escrever com a família toda é incentivar e organizar momentos para jogos como a FORCA, BINGO DE PALAVRAS, CAÇA PALAVRAS, ADEDANHA ou STOP, PALAVRAS CRUZADAS.