BOLSA PRIMEIRO EMPREGADO

(A matemática e a psicologia ajudando o Brasil)

 

Sugestão ao governo Federal:

Que tal criar uma bolsa equivalente a um salário mínimo para a empresa que, não tendo empregado, contratar um? É fácil de entender: segundo o IBGE, 2,3 milhões de empresas não tem empregados. Metade delas é formada por oficinas mecânicas, autoelétricas e similares. O mecânico precisa de um ajudante, mas não consegue pagar o salário. O jovem aprendiz precisa de emprego, quer trabalhar, mas não acha um posto de trabalho. Então o governo federal paga o salário do ajudante! Mais de dois milhões de pessoas sairiam das bolsas auxílio e passariam a receber salário! E mais de dois milhões de empresas cresceriam.

A ideia por trás dessa ação é simples: trabalhe que você ganha! Diferente da atual: ganhe sem trabalhar.

O conjunto das bolsas auxílio criadas pelo governo federal por diversos presidentes (Pesquise as datas de criação de cada bolsa e terá surpresas!) realmente ajuda milhões de pessoas em nosso país e é preciso continuar a investir nelas e a construir ações efetivas que tirem as famílias da extrema pobreza. Na verdade, pouco importa quem criou as bolsas auxílio, pois quem as paga somos cada um de nós por meio dos impostos. Então que os defensores de partidos parem de “arrotar” os méritos desse ou daquele governante, pois somos nós que ajudamos os pobres. É o nosso dinheiro!

Entretanto a grande questão é de ordem psicológica e não simplesmente econômica: se eu trabalhar, vou ganhar um salário por isso! Entretanto o beneficiário de bolsas que não precisa dar nenhuma contrapartida, acostuma-se com a ideia de receber sem dar nada em troca. Isso não pode ser admissível num país em crescimento que necessita da mão de obra de todos!

A questão central é a mensagem que a nação dá a seus cidadãos: precisamos do seu trabalho e lhe recompensaremos por isso. Atualmente a mensagem é ruim: se nosso país não consegue lhe dar um emprego, nós lhe daremos uma ajuda financeira. Receber sem dar nada em troca é a essência da “esmola”, que não incentiva ninguém a dar o seu melhor. Quando eu era criança, todo mês aparecia um senhor em frente à nossa casa dizendo à minha mãe: “Dona, corto essa grama por um prato de comida”. Minha mãe concordava e o alimentava, dava roupas velhas, chinelos e qualquer outro bem que não usássemos mais. O sujeito tinha orgulho de trabalhar. Hoje, se você disser para um pedinte: “corte minha grama”, ele vira as costas e vai embora!!

Obviamente sabemos da existência de pessoas que não conseguem trabalhar por serem pessoas com deficiência, mas essas são acolhidas por outras ações e instituições.

Observação: a criação dessa Bolsa Primeiro Empregado, aqui sugerida, não precisa eliminar outras bolsas, pois pode ser apenas mais uma. Mas a mensagem começa a mudar. E quando 40% do que eu recebo forem para os impostos, vou poder pensar: estou ajudando um trabalhador. Estou participando do crescimento do meu país.

Se você é um especialista da área, ajude a consertar e criar os detalhes necessários para que a proposta se efetive em vez de dizer: “Assim como está proposto, não vai funcionar”.

Marcos Meier é formado em Matemática e Psicologia. Contatos pelo site www.palestrantescomconteudo.com.br